Manuel Joaquim Afonso

n: 1804, f: 1871
  • Nota: Dissemos que havíamos de dar aqui alguns apontamentos biográficos do sr Manuel Joaquim Afonso, ultimamente falecido. Deparando-se-nos, numa importante folha do Porto, muito desenvolvida essa notícia, permitiu-nos transcrever em seguida, porque mais poderíamos acrescentar ao que se lerá:
    " Nasceu no ano 1804 o sr Manuel Joaquim Afonso em Lamas de Alvalade, pequena povoação não muito distante de Vila Real. Filho de modestos lavradores, foi ainda muito novo para Leiria seguir a sua vida comercial. As suas simpatias pelas ideias liberais o tornaram suspeito ás autoridades, que procederam contra ele, prendendo-o por constitucional.
    Ocorreu isto no princípio das nossas dissensões internas, e, apear dos esforços empregados pelo preso, não foi possível libertar-se. Esteve o sr Afonso preso durante 6 anos, correndo mais de quarenta cadeias e passando por muitos incómodos, sustos e privações, que só terminaram com a sua fuga da cadeia de Carrazeda de Ansiães, de onde ele e os seus companheiros de infortúnio se dirigiram à divisão constitucional que operava mais próximo, e ali com as armas na mão defenderam a causa pela qual tanto haviam padecido.
    Finda a luta, voltou o sr Afonso para Leiria, onde se conservou atá ao falecimento do tio de sua mulher, o bem conhecido e abastado negociante de Lisboa, o sr Silvério Taibner, que tinha legado grande parte dos seus haveres a sua sobrinha.
    Veio o sr Afonso para a capital tomar conta dos novos bens de sua esposa e aqui se estabeleceu e residiu até á sua morte.
    O sr Afonso era dotado de grande actividade e de génio empreendedor. Por muitos anos administrou por sua conta a real fábrica de vidros da Marinha Grande, introduzindo aí grandes melhoramentos; era proprietário da antiga fábrica de vidros da rua das Gaivotas nesta cidade que pertenceu ao ti da sua mulher; arrematou por muitas vezes o fornecimento de diversas divisões militares; estabeleceu na sua quinta de Sacavém a única fabrica de loiça fina, imitante á inglesa, que existe no país; e entrou em operações de vulto tanto com o governo como com particulares.
    A par de muitos negócios seguros, fez o sr Afonso transacções prejudiciais, aconselhadas por falsos amigos e servidores infiéis. As consequencias foram desastrosas, O seu crédito que era grande começou a diminuir e a aumentar portanto as dificuldades para fazer face ás despesas imprevisíveis com o custeio das fabricas e demais estabelecimentos.
    A crise comercial por ocasião da terrível epidemia de febre-amarela, algumas fianças a que generosamente se prestara, roubos feitos por empregados em quem confiara, um incêndio na sua fábrica de Sacavém, que não estava segura, e outros tristes ocorrências, originaram a sua ruína e amarguram-lhe a existência.
    Supuseram os médicos que tantos e repetidos desgostos foram causa principal da doença, de que o infeliz se finara, e que só uma vigorosa organização física como a dele poderia ter resistido ao mal que há muito existia.
    O sr Afonso teve grande influência política no distrito de Leiria, onde contava com grande número de amigos e possuía importantes propriedades; mas apesar de lidar com os primeiros homens da corte e ter por suas relações elevado indivíduos que hoje se encontram vantajosamente colocados, não quis deixar de ser homem do povo como tinha nascido. Foi por isso que rejeitou o título de Barão do Lagar d'El Rei com a rainha a senhora D. Maria II quis significar o seu apreço pela magnífica recepção que ele lhe fizera na fabrica da Marinha Grande, e bem assim outras distinções que alguns ministros, e com especialidade o sr Rodrigo da Fonseca Magalhães, de quem era muito amigo, lhe ofereceram como prémio dos seus serviços à causa da liberdade e da industria nacional.
    Deixou o sr Manuel Joaquim Afonso um filho, moço estimável, o sr Francisco de Morais Afonso, empregado numa conservatória de Lisboa; duas filhas solteiras e duas casadas, sendo uma com o nosso amigo e colega, o sr João Crisóstomo Melicio , e a outra com o sr Joaquim Taibner de Morais , sobrinho do finado e digno secretário-geral do governo civil de Portalegre .
    Este esboço despretensioso é para exaltar a memória de um homem laborioso e bom chefe de família, e para dar prova de muita consideração que tenho pela família do sr Afonso. E também para uma lição para os homens de excessiva boa-fé, que confiam facilmente em amigos menos verdadeiros e leais.
    Possam os seus extremosos filhos seguir por um caminho mais risonho e feliz á difícil peregrinação que hajam de fazer por este vale de lágrimas
    Descanse em paz o finado".

    (Gazeta do Povo, nº 512, de 8 de Agosto de 1871, 2ª pag. Col 2 e 3.)
  • Nascimento: 1804; Alvadia, Lamas, Vila Real
  • Casamento: 30 Novembro 1837; Sé, Leiria, Leiria; (ADLeiria, Casamentos, Leiria, Sé, 1821-1839, fls. 114v - 115.); Principal=Maria Soledade de Morais
  • Falecimento: 1871; Vila Real, Vila Real

Familia: Maria Soledade de Morais

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Maria Afonso

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Maria Afonso

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Maria da Piedade Afonso

n: 1840, f: 1 Abril 1894

Familia: Dr. Joaquim Taibner de Morais n: 10 Ago 1840, f: 2 Abr 1904

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Maria Natália Reis Afonso

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Olívia Quitéria Afonso

f: 13 Janeiro 1934
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Rabaldo Afonso1

Familia:

Citações

  1. António Francisco da Franca Ribeiro Memorial das Famílias do Cadaval - Ribeiro, Textiverso, Cadaval, 1ª edição (2011) 9789898044464 "Pag 100."
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Fr Agostinho1

Citações

  1. Felgueiras Gaio Nobiliario de Famílias de Portugal, n.pub., n.p., fonte deconhecida edition (fonte deconhecida publish date).
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Leonel Luís Vieira de Aguiar da Câmara

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Maria da Graça Carvalho de Aguiar da Câmara

n: 15 Junho 1957, f: 5 Novembro 1993
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Bernardo Maria Mascarenhas de Lemos de Aguiar Frazão

n: 21 Fevereiro 2011
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Manuel Maria Mascarenhas de Lemos de Aguiar Frazão

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Maria Leonor Mascarenhas de Lemos de Aguiar Frazão

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Maria Teresa Botelho de Aguiar Frazão

Familia: José Jorge Diniz

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Jerónima Benedita Aguiar Soares

n: 24 Junho 1822
  • Baptism: 24 Junho 1822; S. João de Almedina, Coimbra, Coimbra; foi baptisada, por estar em perigo de vida, a 18 do mesmo mês. Foram padrinhos, o Professor Jubilado em Retórica Nicolau Soares Barbosa e o Desembargador do Paço Francisco António Montanha Oliveira. (AUCoimbra, Baptismos, Almedina, Coimbra, fl. 68)
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... Aguiar

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... Aguiar

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António José Francisco d' Aguiar

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Prof. António José Francisco de Aguiar

f: 26 Dezembro 1792
  • Nota: Lente em Coimbra (Medicina). Matriculou-se na Universidade a 1.10,1748. Recebeu o grau de Doutor a 19.3.1756. Lecionou as cadeiras: Condulário s/previlégio de lente (1759-1772); Prática Médica Cirúgica (1773-1776), substituto; 2ª de Pratica (1776-17778, lente; 1ª Prática (1789-1790), 1º lente.
    Jubilou-se por Resolução de 24.1.1791 e Carta Régia de 25.2.1791.

    Foi Decano e Director da Faculdade de Medicina (6.5.1788-1791)
    A 2.12.1786 foi incumbido da elaboração de um compêndio de Terapeutica Médica, que não chegou a concluir1
  • Nascimento: S. João de Almedina, Coimbra, Coimbra
  • Casamento: Principal=Ana Rita d'Aguiar Pereira Frazão
  • Falecimento: 26 Dezembro 1792; Coimbra, Coimbra

Citações

  1. Manuel Augusto (Coord) Rodrigues Memória Professorum Universitais Conimbrigensis 1772-1937 - Vol II, Universidade de Coimbra, Coimbra, 1992.
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Apolónia da Luz Carolina de Aguiar

n: 8 Setembro 1782

Familia: Ten. Cor. João Benedito Gaspar Giffenig n: 1784, f: 1862

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